domingo, 7 de fevereiro de 2010

Infinito particular.

Tenho todos os motivos para está feliz.Passei um final de semana maravilhoso.Ri demais,sorri demais,brinquei demais,contudo agora me bateu uma saudade.Saudade de mim.A minha felicidade foi tão grande ,e no final me veio essa tristeza.Foi bom,foi meigo,delicado.Me senti tão preenchida,me senti tão feliz,tão completa que agora me sinto vazia.
De vez em quando tenho essa saudade enorme de mim.Saudade das minha qualidades e dos meus defeitos.Tenho que respeitar cada defeito e cada qualidade que possuo para que, pelo menos,eu consiga me suportar.De vez em quando me sinto tão diferente - diferente de tudo -do mundo.Olho pro mundo e olho pra mim - pra dentro de mim.E é tão difícil eu me encontrar com o mundo.O mundo é tão fútil,tão diferente dos meus pensamentos.É tão difícil eu encontrar amigas que pensem um pouco parecido comigo.Elas sempre pensam em futilidades.Futilidade todo mundo tem um pouco,mas em excesso?Pessoas com excesso de futilidade viram pessoas ocas.Eu já me encontrei algumas vezes com esse mundo ao meu redor - já senti tantas vezes a poesia a minha volta.Mas quero dizer no cotidiano,da poesia cotidiana..Nesses dias que estive fora fiquei reparando as pessoas e o modo delas se comportarem.Vi que cada uma tem seu jeito,claro,mas nenhuma delas pensam um pouco como eu.Eu queria alguém pra sentar e poder conversar,conversar mesmo.Mas eu não me sinto a vontade pra conversar com ninguém a minha volta - tenho a sensação que nenhuma delas me entendem.Eu tenho vontade de parar e conversar sobre arte,sobre literatura,sobre poesia, teatro,sobre tudo! Sobre meus sentimentos também...mas não me sinto a vontade pra conversar com ninguém próximo a mim.Os meus assuntos são diferentes dos assuntos que minhas amigas e as pessoas ao meu redor conversam.E por isso eu me sinto tão diferente às vezes.Eu sei que tudo isso que eu gosto é bom,eu sei que eu não perco nada gostando,aliás,só ganho.Sempre se ganha com a arte,nunca se perde.Mas eu queria tanto dividir essa arte com alguém.Eu queria viver dessa arte mesmo no meu cotidiano.Então vivo do meu modo,vivo em um mundo só meu.Vivo num mundo somente meu,tentando colocar meus pensamentos em ordem,tentando me encontrar.
Acho que eu pensei demais por esses dias na reações das pessoas,no modo das pessoas,nos assuntos,pensamentos e etc e tal.Acho que pensei demais nas pessoas nesse final de semana.Agora vou ficar aqui - eu,meus textos,meus livros e minhas músicas.E vou tentar pensar em mim um pouco,vou tentar voltar ao que se chama de ' ser' e matar um pouco dessa enorme e complexa saudade que estou do meu infinito particular.
Bárbara Volpi

2 comentários:

A vida com altos e baixos disse...

oun meu Deus, me sinto tão incapaz ao ler isso, sabe acho que você é a pessoa, a pessoa com quem eu queria conversar assim como você diz sem falar sobre futilidade, falar da arte.
Eu te entendo sim e muito, penso assim como você, minhas amigas também só falam futilidades e eu entendo como é difícil você querer conversar sobre algo que ninguém se interessa, é tão difícil não ter com quem conversar desde o ano de 2007 as únicas coisas que me ouvem, que eu me desabafo isso é se elas ouvem é a caneta e o papel são sempre eles, sempre, sempre.
Eu entendo plenamente o que é querer conversar sobre algo e ninguém estar interessado.
Isso sempre, sempre acontece comigo.
Quem sabe um dia a gente possa conversar, falar sobre a arte a única que é eterna.

jordana costa de moraes disse...

e o/ encoontrei alguem que aparentemente pensa como eu :)
isso e bom, eu achava que era somente eu que me sentia perdida no meu proprio mundo :B
me adc no msn: jordana_fut@hotmail.com
beijo e td dibom pra vcs ae ;*